Energia do Café

Por Flávio Abaurre


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ENERGIA DO CAFÉ

Quando pensamos em energia, pensamos no que move nosso corpo, mantém todo o nosso sistema metabólico funcionado, nosso cérebro ativo, nos promove a sensação de bem-estar.

A energia que precisamos, e retirada dos alimentos, estes são portadores de nutrientes que após metabolizados pelo nosso organismo, se tornam o combustível que nosso corpo e mente necessitam.

Nossa fonte de energia provem de carboidratos, proteínas e gorduras presentes nos alimentos, considerados como macro nutrientes, fundamentais para alimentação celular e manutenção do calor de nosso corpo, mas esta transformação não ocorre sem a presença dos micro nutrientes, as vitaminas, sais minerais, ácidos graxos essenciais como ômega 3, 6 e 9, e algumas substancias naturais, que nos protegem e auxiliam a manutenção da vida, da nossa sensação de bem-estar, e ai que o nosso Cafene, desempenha seu papel importante, como uma importante fonte de energia ativa, sais minerais e componentes antioxidantes.

Para entendermos um pouco mais sobre o nosso Cafene, vamos entrar na máquina do tempo e retornar ao ano 800 depois de Cristo, nos deparando com a descoberta da energia do café por mero acaso nas terras da Etiópia.

Conta a história, que um pastor chamado Kaldi pertencente à tribo dos Oromos um povo étnico da Etiópia, que habitava a cidade de Kaffa localizada na região do Golfo de Aden no século nono depois de Cristo, observou que suas cabras ficavam mais ativas ao ingerir as folhas e frutos de uma planta, até então desconhecida. Ele seguindo o exemplo das cabras, experimentou os frutos, sentindo rejuvenescer de sua energia. Acreditando ter encontrado uma fruta de extrema importância, ele levou as cerejas de café o abade local, e após relatar a história das cabras, o abade jogou as frutas no fogo acreditando ser obra do diabo. O aroma de café torrado que saiu do fogo, converteu sua crença, passando o café a ser obra divina, sendo aí primeira conquista do café.  O cheiro do café muitas vezes e mais atrativo para muitos do que próprio o sabor da bebida.

Embora existam muitas versões variadas do conto de Kaldi e suas cabras dançantes, a verdade, e que o café fez sua história, conquistando o mundo, começando pelo povo Oromo onde o café era considerado “Buna Qala” ("Lágrimas de Waga"), onde a cereja de café era cozida com cevada e manteiga antes de ser consumida no dia a dia, ou como parte dos rituais de nascimento.

Os provérbios locais antigos descrevem melhor o papel do café na vida etíope cotidiana como “Buna Dabo Naw”, significando "o café é o nosso pão". Agora onde nosso Cafene, entra na história moderna como fonte de energia. Reproduzindo com uma nova vestimenta o habito secular do povo Oromo . Reeditando com o grão de café torrado e gorduras vegetais saudáveis a “Bunakela”, um energético consumido pelo povo Oromo consistindo de cerejas de café maceradas e misturadas com gordura animal formando uma pasta a qual era modelada em pequenas bolas. Seu consumo era destinado ao pastores e mercadores para restabelecimento de forças em suas longas jornadas, como também, para aumentar as forças e disposição dos guerreiros do povo Oromo.

O café não começou a sua jornada sendo consumido como grão de café torrado, até os dias de hoje existem hábitos de consumo diferentes da bebida de café consumida no mundo moderno, como o caso do consumo do “Kish'r”, uma infusão da cereja desidratada do café, e o “Qish'r” que é uma infusão de folhas de café, adicionada de gengibre, consumida no Iêmen. Na Etiópia consome-se o “Katia” que é uma infusão de folhas de café verde fritas, a “Amertassa” que consiste numa infusão de folhas de café secas, e o “Café Sultana” que consiste nas cerejas de café seco levemente torradas, consumidas como chá.

O café migrou da Etiópia para a península arábica no século 15, iniciando seu cultivo e o comércio de café no distrito Iemenita da Arábia, e já no século16, era conhecido na Pérsia, no Egito, na Síria e na Turquia, decorrente da migração de milhares de peregrinos visitando todos os anos a cidade sagrada de Meca, e degustando a bebida “gahwa”, o vinho da Arábia.

Devemos ao Sufisismo ou “tasawwuf”, como é chamado em árabe, que consiste na dimensão interna, mística ou psíquico-espiritual do Islã, a nossa evolução para a xícara moderna de café. Foram religiosos árabes que promoveram a mudança de consumo da cereja do café, torrando semente insípida a pálida do café verde, e transformando-a num grão torrado de aroma e sabor inigualável.

A bebida de café torrado acabou ficando conhecida pelos árabes com os nomes de, ”gahhwat al-bun”, seguido de “ kahway ou qahwa” (vinho da Arábia), podendo também ser entendida como ("poder, energia"), derivadas do verbo qahā (“falta de fome"). Sendo que os Turcos mudaram o nome da bebida para “kahve”, onde surgiu a primeira casa de café fundada em 1475 na cidade de Constantinopla hoje Istambul na Turquia com o nome de “Kiva Han”. O que torna esta epopeia de conquistas interessante, e que, o consumo da bebida café ficou restrito ao norte da África e ao oriente médio do século nono ao século dezesseis O café foi introduzido pela primeira vez na Europa na ilha de Malta no século 16, dos escravos turcos e muçulmanos haviam sido presos pelos cavaleiros de São João em 1565 - o ano do Grande Cerco de Malta.

O forte comércio entre a República de Veneza e os muçulmanos do Norte da África do Egito, disponibilizou uma grande variedade de produtos africanos, incluindo o café no ano de 1570, a este importante porto europeu. Como com todos os novos costumes, os mais ricos foram os primeiros a desfrutar desta bebida. Quando o café passou a ser vendido nos mercados de Veneza tornou-se disponível para o povo.

Os primeiros locais de consumo de café em Veneza datam de 1529, mas a primeira casa de café foi aberta em 1645. Chegando Veneza a ter nada menos do que 218 cafeterias em operação. De Veneza o café se expandiu para Roma, Amalfi, Gênova, Turim, Milão e Florença. A primeira casa de café na Inglaterra foi fundada em Oxford por um judeu no prédio da paroquia de São Pedro, local que hoje existe funcionado uma cafeteria “The Grand Café”. O sucesso foi tão grande que em 1675, havia mais de 3.000 casas de café na Inglaterra. A primeira casa de café aberta em Paris data de 1672, e a partir de aí o habito de beber café conquistou a Europa e o restante do planeta. O café seguiu sua trajetória se tornando uma das bebidas mais consumidas mundialmente, um habito alimentar consolidado em povos de diferentes continentes, etnias e hábitos alimentares.

Em 2012 em suas pesquisas para desenvolver um energético natural Flavio da Cruz Abaurre descendente de uma família secular no ramo de café (1879), se deparou com a Bunakela, um energético ancestral utilizado pelo povo Oromo da Etiópia no século nono depois de cristo, que consistia no fruto inteiro do café macerado em misturado em gordura animal. Com certeza o primeiro energético que se tem notícia.

Seguindo o modelo do energético Bunakela, e adotando uma concepção nutricional saldável com notas aromáticas do café torrado fresco, foi criado um energético composto de grãos de café torrados finamente moídos, com manteiga de cacau e açúcar, obtendo uma barra solida comestível com sabor de café a qual denominou Cafene expresso. A partir deste produto, foram sendo criadas novas formulações utilizando ingredientes tais como derivados de leite, malte, cacau, mel, caramelo, etc., obtendo-se o Cafene café com leite, Cafene cappuccino, Cafene café pingado, Cafene Moca, e etc. Com a possibilidade de se utilizar o grão de café torrado como ingrediente pode-se criar combinações e sabores sempre objetivando o valor energético saldável do café com o balanceamento equilibrado entre carboidratos, lipídeos e proteínas.

No desenvolvimento do Cafene, a contribuição saldável do café foi determinante, considerando que o grão de café torrado e rico em sais minerais e componentes fenólicos antioxidantes na forma de ácido clorogênico, além de possuir em sua composição, vitaminas, aminoácidos e ácidos graxos contido no óleo de café, micronutrientes essenciais para a vida.

Quando tomamos um café de coador, não conseguimos aproveitar toda a qualidade saldável grão de café, considerando que nem todos os seus componentes nutricionais são prontamente solúveis em agua quente, sendo disponibilizado na bebida toda a cafeína, 50% dos antioxidantes na forma de ácido clorogênico, e nada ou quase nada de aminoácidos, sais minerais, vitaminas e ácidos graxos, que acabam sendo descartados na borra de coador.

Mais de 400 bilhões de xícaras de café são consumidas todos os anos, fazendo do café a bebida mais popular do mundo. É sensacional pensar que essa xícara (ou talvez um copo grande para alguns) contém mais de 1.500 substâncias químicas; muitos dos quais ainda não foram identificados. No entanto, aqueles que foram identificados cada um têm um papel muito importante em fazer do café a bebida que conhecemos hoje.

O Cafene produzido a base do grão de café, foi concebido para, além de fornecer energia, também disponibilizar todos os nutrientes saudáveis existentes numa xicara de café somado as qualidades nutracêuticas contida no grão integral do café torrado.

A maioria das pessoas que bebem café diariamente, desconhecem quais são as substâncias que estão presentes no café e consideram que o café como fonte de cafeína. O café possui apenas 1 a 2,5 % de cafeína, sendo que é possuidor de diversos outros nutrientes em muito maior quantidade, com relevância para nossa saúde. O grão de café possui uma grande variedade de minerais tais como: potássio (K - 116 mg), magnésio (Mg – 7.1mg), cálcio (Ca – 4.7mg), sódio (Na 4.7-), ferro (Fe - mg), manganês (Mn – 0.1mg), estrôncio (Sr - mg), fosforo (Ph – 7.1mg), como também em quantidades de 1 a 2mg; rubídio (R), zinco (Zn), Cobre (Cu), cromo (Cr), vanádio (V), bário (Ba), níquel (Ni), cobalto (Co), chumbo (Pb), molibdênio (Mo), titânio (Ti) e cádmio (Cd), fluoreto (215mcg).

O grão de café possui em sua composição (11 a 15%) de proteínas e (2%) de aminoácidos (14.9%) tais como: alanina (7.1mg), arginina (2.4mg), asparagina (11.9mg), cisteína (4.7mg), ácido glutâmico (47.4mg), glicina (9.5mg), histidina (4.7mg), isoleucina (4.7mg), leucina (11.9mg), lisina (2.4mg), fenilalanina (7.1mg), prolina (9.5mg), serina (2.4mg), treonina (2.4mg), tirosina (4.7mg), valina (7.1mg).

O grão de café possui em sua composição uma fração lipídica (14 a 20%) contendo 75.2 %de triglicerídeos e 18.5% de ácidos graxos sendo, (0.1 a 0.5%) de fosfatideos (fosfolipídios – lecitina), de 0.6 a 1.0%) de triptamina, e de (2.2%) de esteróis.

O grão de café possui em sua composição carboidratos sendo (8%) de sacarose, (0 a 3.5%) de oligossacarídeos, e (24 a 39%) de polissacarídeos tais como amido, celulose e glicogênio O grão de café possui em sua composição vitaminas tais como: Colina (6,2 mg), Folato (4,7 mg), Niacina (0,5 mg) (vitamina B3), Vitamina K (0,2 mcg), Ácido pantotênico (0,6 mg) e Riboflavina (0,2 mg) (vitamina B2).

O grão de café possui em sua composição antioxidantes tais como: as melanoidinas e os ácidos clorogênicos (7 -10 %) que são polifenóis com ação antioxidante que durante processo de torração forma quinídeos, os quais possuem um potente efeito antagonista opióide. Isto é, bloqueiam no sistema límbico o desejo excessivo de autogratificação que leva o indivíduo insatisfeito a se deprimir e a consumir drogas como nicotina, álcool. Possui também N-metilpiridínio, componente que auxilia os mecanismos de defesa das nossas células.

O grão de café possui de 1 a 2% de cafeína, que é responsável por grande parte de sua energia, uma xícara de café expresso   possui de 130 a 165mg de cafeína, enquanto que uma xícara de café convencional de 20 a 40 mg possui de cafeína. A cafeína diferente de que muitos pensam não é um excitante, ela atua antagonizando os efeitos da adenosina, uma substância química do cérebro (neurotransmissor) que causa o sono e a microcirculação, melhorando nosso fluxo sanguíneo. Como podemos constatar e um alimento rico em nutrientes quando consumido integralmente, e este e uma das principais missões do cafene disponibilizar o sabor e aroma inigualável do grão de café torrado com todo seu macro e micronutrientes na forma de energia para contribuir com nosso bem-estar.

Energia do cafene e proveniente do seu equilibro do balanceamento de seus ingredientes carboidratos (45%) gordura vegetal saudável (30%) e proteínas (4 a 13%) disponibilizado 45 a 53 kcal por 10gr de produto, contendo ainda um teor de cafeína de 60 a 135mg para fornecimento de energia ativa e termogênica, como também de 160 a 360 mg de ácidos clorogênicos, com contribuição antioxidante para proteção do sistema celular.