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Cafene, Uma nova categoria de produtos

O MELHOR CAFÉ PARA COMER!


A concepção desta nova forma de consumir café partiu de sua própria história.

Todo invento, parte de pressupostos existentes. E, no caso da nossa inovação, não foi diferente. O desejo era a elaboração de um energético natural, algo que tivesse harmonia com a nossa fisiologia, e durante, a pesquisa histórica, deparamos com a paixão que o café acende nas pessoas, o que nos induziu a pensar se não haveria outra forma de consumi-lo, sem ser como bebida.

Para descobrir de onde nasceu essa paixão, mergulhamos fundo na história desse grão que podemos chamar de encantado e descobrimos que ele é apreciado há gerações.

Conta a história, que um pastor chamado Kaldi, pertencente à tribo dos Oromos - um povo étnico da Etiópia -, observou, que suas cabras, ficavam mais ativas ao ingerir as folhas e frutos de uma planta, até então desconhecida. Seguindo o exemplo das cabras,  experimentou os frutos, sentindo rejuvenescimento de sua energia.


Cafene

O povo Oromo, passou a ter o hábito de consumir o fruto do cafeeiro no seu dia a dia, e uma das modalidades de seu consumo foi na forma de cerejas de café maceradas e misturadas com gordura animal formando uma pasta a qual era modelada em pequenas bolas.

Este produto ficou conhecido em língua local como “Bunakela”, que era consumida para restabelecimento de forças em longas jornadas e para aumentar as forças de seus guerreiros. E assim foi criado o primeiro energético que se tem notícia!

A cultura alimentar do café então desperta em terras africanas e acende também a existência de outro alimento que escolhemos utilizar na receita de Cafene: o cacau.

O cacau trilhou a antiguidade até o mundo moderno e conquistou uma posição única como hábito alimentar no mundo moderno.

O hábito de consumo destes dois entes, o cacau e o café, desde então, passou por rituais místicos religiosos, por guerras, segredo de estado, aplicações medicinais e afrodisíacas, e por uma disseminação migratória de plantio ao longo dos vários continentes do planeta.

Os povos europeus, fruto de suas conquistas, e de seu intenso comércio com terras de além mar, tiveram papel fundamental no desenvolvimento de nossos hábitos alimentares modernos, e como não podia deixar de ser, nossos dois protagonistas, o cacau e o café, ambos, provenientes de terras de além mar, trilharam seus históricos caminhos se consolidando como hábito alimentar., primeiro, no mercado gourmet europeu, seguindo deste para conquista dos outros continentes.

O hábito de consumo do cacau se deu na forma de bebida, difundindo-se entre os povos Maias e Astecas.

A bebida, com o nome de “Quetzalcoatl” consistia na maceração das sementes de cacau tostadas, adicionadas de ervas locais tais como; pimenta, canela, almíscar, anis e baunilha, bem como de pasta de milho e água, e era servida à temperatura ambiente para a casta da sociedade pré-colombiana, em banquetes, rituais religiosos, e para fins militares. com intuito de fortalecimento dos seus guerreiros.


Cafene


Já o hábito de consumo da bebida de café, se deu na cidade de Kaffa, 800 anos depois de Cristo, pelo povo Oromo, originário da Abissínia, hoje Etiópia, localizada nas terras altas do noroeste da África. A bebida na ocasião, era servida na forma de vinho de grãos de café verde macerados e fermentados, sendo também consumida como infusão em água quente, da cereja do café verde. A bebida de café, conquistou rapidamente a Arábia, na forma de infusão em água quente de grãos de café torrados e a primeira casa de café, foi fundada em 1455 na cidade de Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, com o nome de Kiva Han.

O cacau como bebida, chega à Europa em 1528 no reino de Carlos V de Espanha proveniente da America conduzido pelas mãos do conquistador espanhol Hernan Cortez.

O café como bebida chega à Europa em 1570 no porto de Veneza proveniente da península arábica conduzido por mercadores.

Apesar do café ter chegado à Europa em 1570, somente em 1645 é que foi aberta primeira casa de café em Veneza, cinco anos depois em Oxford na Inglaterra e 27 anos depois em Paris.

A bebida cacau, apesar de chegar à Europa antes da bebida café, ficou secreta, restrita à corte espanhola e aos monastérios, onde sua fórmula foi alterada,  retirando-se a pimenta e acrescentando o açúcar passando a ser servida aquecida, e rebatizada com o nome de chocolate.

A bebida de chocolate, acabou viajando da Espanha para o restante da Europa em 1606, conduzida pelas mãos de um comerciante italiano chamado Antonio Caletti, que levou a novidade para a Itália seguindo dai para a França para o casamento de Luis XII com Ana de Áustria em Versalhes. A partir daí, a bebida chocolate se disseminou rapidamente para ao restante da Europa, conquistando sua popularidade com abertura as casas de chocolate.

Neste momento da história, temos o café e o cacau sendo consumidos na Europa na forma de bebida, nas casas de café e chocolate, por 240 anos seguidos. Até que, em 1847, Joseph Fry, neto de Francis Fry, então chefe da fábrica de bebida chocolate JS Fry & Sons, descobre uma forma de misturar manteiga de cacau, com pó de cacau e açúcar, criando uma pasta que poderia ser moldada e solidificada. Este produto, foi intitulado pelo inventor como “chocolate para comer”.


Cafene

Neste ponto, percebemos que a incrível analogia histórica existente, até este momento, entre estes dois entes; o café e o cacau, que nasceram como bebida, possuidoras de sabores únicos e uma saga de conquistas anciã seguiram rumos distintos. A partir daí, o cacau, passou a ser consumido predominantemente na forma solida para comer e o café seguiu seu curso como bebida até o momento. 

Com a criação do Cafene, nasce o primeiro “café para comer”, uma pasta de café integral de grão selecionados, com características de sabor, textura e comportamento próprias.

A massa de café integral, é formulada a base de gordura vegetal e manteiga de cacau ambas, desodorizadas e  isentas de aroma e sabor.

O trabalho de desenvolvimento da massa  de café integral, iniciou-se, com a seleção do tipo de café e torra que seria mais adequado para  esta aplicação, bem como, dos tipos  de ingredientes, considerando as suas contribuições  nas  formulações de produtos compostos.

O tipo escolhido foi o Café Arábica, por sua característica aromática e por possuir  subgrupos de espécimes hibridas, frutos de cruzamentos, que ampliaria nossas possibilidades de aplicação.

O café escolhido, foi o Arábica Mundo Novo, fruto do cruzamento do Bourbon com o Typica, que possui uma acidez moderada, com notas adocicadas de caramelo e chocolate.

Para explorar o perfil aromático do café Mundo Novo decidimos  aplicar  uma torra de média para baixa, buscando a construção de notas brandas de caramelo mescladas de chocolate com um leve toque frutal cítrico.

Decidimos explorar as formulações consideradas consagradas como preferência de consumo pelo mercado Brasileiro. As nossas escolhas, recaíram sobre as especialidades de café  espresso , café com leite e cappuccino.

Foi a partir do desenvolvimento desta etapa do trabalho que percebemos que havíamos criado uma ferramenta nova para o desenvolvimento culinário de especialidades de café, algo que nunca existiu. Um ingrediente que está pronto para ser usado em inúmeras receitas criativas e conquistar também o seu espaço na gastronomia brasileira e mundial.

PRODUZIDA A PARTIR DO PROCESSAMENTO
DE CAFÉ 100% ARÁBICA PREMIUM